Um bate papo com o Diretor e Surdoatleta da CBDS (Confederação Brasileira de Desportos de Surdos), Anderson Santana, que nos contou sobre o futuro da modalidade e as dificuldades de se promover o esporte no país.

Aconteceu nos dias 05 e 06 de Março na FURB, em Blumenau (SC), a primeira etapa da seletiva para Seleção Feminina e Masculina de Handebol de Surdos que selecionou ao todo 41 atletas, sendo 13 no feminino e 28 no masculino, com o objetivo de montar a equipe que representará o país na Deaflympics, as Olimpíadas para Surdoatletas, que acontecerá em 2017, na Turquia.

Essa foi a primeira etapa, ou seja, no momento todos estão selecionados. Porém, haverão ainda duas etapas de seletivas/treinos, nos quais o objetivo é avaliar melhor os atletas que irão compor a seleção.

O Diretor da CBDS conta sobre o planos para o futuro da modalidade e do planejamento para o entrosamento da equipe que representará o país na competição olímpica para surdoatletas.

– “Sim o nosso maior foco é participar da Deaflympics 2017, tendo a primeira participação da modalidade no evento e também levar o feminino para o crescimento da modalidade, a preparação será com treinos dos surdoatletas em suas cidades, e treino dos selecionados que irão ocorrer após as seletiva no qual estamos estudando a melhor maneira e localização para todos, afinal temos surdoatletas de todos o Brasil, mas a ideia é encontro mensal com o time para entrosamento e conhecimento. Teremos o Campeonato Brasileiro de Handebol dos Surdos quem esta sem local definido e também a Surdolimpiada Brasileira que irá acontecer nos dias 19 a 24 de julho em Blumenau e o handebol está incluso no evento.”

Em uma demonstração de amor ao esporte,Anderson, fala sobre as dificuldades que encontra em administrar a equipe, já que não conta com apoio de patrocinadores, todos os gastos são tirados do próprio bolso.

– “Participação de algum evento, está sendo estudado pela comissão técnica da seleção, lembrando que não temos recursos suficiente para manter todos, ou seja, pagamos tudo do nosso bolso.” finalizou.

Implantada no país em 2014 a modalidade já participou de duas competições internacionais, a World Deaf Handball em Samsun na Turquia e os Jogos Sulamericano, que aconteceu em Caxias do Sul (SC), conquistando a medalha de ouro.

CBDS é uma entidade sem fins lucrativos, que promove diversas ações voltadas ao desenvolvimento dos Desportos de Surdos no Brasil, atuando como representante das Federações e Associações no país, bem como também em âmbito internacional.

Fonte: Torcedores