Promovido em parceria com o Centro de Ensino de Apoio à Pessoa com Surdez, o treinamento contou com a participação de alunos do MPF, MPT, TRE e Justiça Federal.

Nessa quinta-feira (08/06) ocorreu o encerramento do Curso de Iniciação em Libras oferecido pelo Ministério Público Federal (MPF) em parceria com o Centro de Ensino de Apoio à Pessoa com Surdez (CAS) a servidores e terceirizados do MPF, Ministério Público do Trabalho (MPT), Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e Justiça Federal. Com carga horária de 40h, o curso capacitou 16 alunos a se comunicarem por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e permitirá melhorias no atendimento às pessoas com surdez.

Na avaliação de Ana Luíza, aluna e servidora da Justiça Federal a capacitação foi bastante válida. “Achei excelente, pois nós trabalhamos com atendimento ao cidadão e penso que todo servidor público precisa ter esse preparo, algum conhecimento para promover efetivamente a inclusão, para que não fique só na lei, pois temos uma grande comunidade de pessoas que são surdas e se comunicam por meio de Libras. O órgão ter um servidor que possa prestar esse tipo de atendimento é uma questão de respeito a quem já sofre tantas restrições”.

Maryane Anchieta, chefe da Divisão de Gestão de Pessoas (Digep) do MPF/MA, completa: “termos esse treinamento dentro do órgão é uma ótima oportunidade para todos. Por exemplo, em nosso seletivo de estágio a gente aceita pessoas com deficiência, então para nós, que lidamos diretamente com atendimento a essas pessoas, foi muito importante”, afirmou.

Ministrado pelos professores Márcio Roberto e Silva e Ana Zilda Cabral, intérprete de Libras doCAS, o curso foi o primeiro no MPF/MA a contar com um professor nativo na Língua Brasileira de Sinais. Na avaliação de Márcio Roberto, “foi um curso básico, mas bastante importante porque ajuda as pessoas a compreenderem o que é a língua de sinais e esse trabalho aqui no MPF possibilita uma forma de comunicação com os surdos, que também fazem uso dos serviços oferecidos pelo órgão. Gostei muito, pois a turma foi bem participativa”, disse por meio da língua de sinais.

Para Ana Zilda Cabral, o curso é também uma forma de divulgação da pessoa com surdez, da língua que ela utiliza e que hoje é oficializada no país, onde se pode fazer uso nos mais diversos espaços como nas universidades, nos órgãos públicos e em qualquer lugar.

A professora acredita que é necessário esse conhecimento nas mais diferentes instituições. “Foi importante e necessária a participação do Márcio, que é um nativo da Língua de Sinais e nada melhor do que um nativo para estimular as pessoas a buscarem esse conhecimento. A concepção que muitas pessoas têm é que o surdo é alguém com deficiência, que não possui condição de avançar, mas quando ele vem, ensina e dialoga elas passam a observar que podem fazer essa interação”, finalizou.

Fonte: Ministério Público Federal