A Confederação Brasileira de Desportos Surdos (CBDS) está buscando patrocinadores para a vigésima terceira edição do Summer Deaflympics, que vai acontecer em Samsun – Turquia, no ano que vem.

Uma versão dos jogos olímpicos de verão exclusiva para competidores com deficiência auditiva, o Deaflympics acontece a cada quatro anos e é organizado pelo International Committee of Sports for the Deaf (ICSD).

A Delegação Surdolímpica Brasileira atualmente é composta por aproximadamente 200 pessoas, que competem em 15 modalidades esportivas diferentes. As despesas com a equipe neste grande evento custarão à CBDS mais de 3 milhões de reais. Por esse motivo, a Confederação necessita de colaboração financeira de pessoas físicas e jurídicas, uma vez que seus recursos próprios são insuficientes.

Mariana Hora, diretora administrativa da CBDS, esclarece: “As pessoas que se sensibilizarem com a nossa causa, podem fazer doação de qualquer valor depositando diretamente na conta bancária da CBDS informada no site. E a cada R$50,00 doado, a pessoa receberá um cupom para participar do sorteio de uma linda camisa da nossa campanha”.

Outra forma de ajudar é apresentar o projeto de patrocínio para empresas privadas, que devem entrar em contato com a CBDS através do e-mail, para acertar os detalhes da parceria. Mariana ressalta que a ajuda pode vir ainda na forma de materiais, serviços, passagens aéreas, uniformes e materiais esportivos. “Toda ajuda que for beneficiar os surdoatletas é bem-vinda! Estará ajudando a realizar sonhos, e proporcionando boas e inesquecíveis experiências a esses atletas”.

A CBDS é uma entidade sem fins lucrativos, mantida com trabalho voluntário há 32 anos. As rendas arrecadadas por meio de taxas cobradas às entidades filiadas e surdoatletas servem para a auto sustentação do órgão e são insuficientes para cobrir as despesas de participação no Deaflympics. Não há nenhum patrocínio ou repasse governamental garantido para este fim.

Através da campanha #somostodossurdolímpicos, a CBDS divulga à sociedade a preparação e as necessidades da Delegação Brasileira Surdolímpica 2017. Confira o Projeto para Financiamento da Participação da Delegação Brasileira no 2017 Summer Deaflympics

Para trabalhar com a CBDS como voluntário, colaborando com a Delegação Brasileira no Deaflympics 2017, acesse o formulário de inscrição.

História da CBDS na Deaflympics

Através da CBDS, a primeira vez que o Brasil enviou representantes para a Surdolimpíadas foi em 1993, em Sofia, Bulgária. Na ocasião, dois nadadores disputaram 11 provas e chegaram próximo do pódio, com três quarto lugares. Desde então, a natação brasileira é a modalidade mais presente no evento, tendo ficado de fora apenas da edição de 2005, em Melbourne, Austrália.

Em 2009, em Taipei, Taiwan, houve a participação de 13 surdoatletas e 6 dirigentes. Com isso, saiu a primeira medalha para o Brasil, no judô, com o bronze de Alexandre Soares Fernandes, na categoria até 81kg.

Em 2013, em Sófia, Bulgária, houve a maior participação da Delegação Surdolímpica Brasileira em relação a todas as edições anteriores, onde contou com 19 surdoatletas e 14 dirigentes. Nesta edição, o Brasil voltou para casa trazendo quatro medalhas, sendo três na natação, conquistadas pelo surdoatleta santista Guilherme Maia (uma prata nos 100m livre e dois bronzes nos 200m livre e nos 200m borboleta), e uma medalha de bronze no Karatê, conquistada pelo surdoatleta Heron Rodrigues, na categoria acima de 84kg.

Saiba mais sobre a Deaflympics

Para ajudar na Campanha, entre em contato através do e-mail: surdolimpiadas@cbds.org.br

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