Vereador busca a garantia de acessibilidade para deficientes auditivos.

SÃO PAULO – O vereador André Bandeira (PSDB) protocolou indicação ao prefeito Barjas Negri (PSDB) para a criação de uma Central de Intérpretes de Libras, com guias-intérpretes para pessoas com deficiência auditiva e surdocegos em Piracicaba. Como a propositura original havia sido protocolada em 2014, quando o prefeito era Gabriel Ferrato (PSB), Bandeira resolveu reapresentá-la em razão da mudança do chefe do Executivo.

“Para que aconteça a inclusão da pessoa com deficiência em todas as dimensões sociais, há que se começar a delinear a ideia de acessibilidade, isto é, a construção de propostas inclusivas em todas as instâncias da vida na sociedade, de forma a garantir o acesso integral e social, independentemente do tipo de deficiência e do grau de comprometimento que a pessoa apresente”, disse o parlamentar.

Para Bandeira, a propositura garante a acessibilidade plena da pessoa com deficiência auditiva e dos surdocegos aos serviços públicos municipais a partir do momento da criação da Central de Intérpretes da Língua Brasileira de Sinais com guias-intérpretes, vinculada a algum órgão ou setor que fornecerá o atendimento adequado e específico às necessidades dos deficientes sensoriais.

“As pessoas com deficiência auditiva e os surdocegos poderão ir pessoalmente à central tirar suas dúvidas acerca dos serviços públicos municipais, bem como receber a adequada orientação para conseguir utilizar esses serviços em plenitude”, comentou.

“Além disso, as pessoas com deficiência auditiva poderão conseguir atendimento a distância em determinados serviços públicos municipais, por meio de um vídeo instantâneo, para comunicação em tempo real entre os intérpretes de Libras da central e os munícipes, propiciando a exposição de dúvidas com a devida orientação necessária sobre os encaminhamentos na Prefeitura ou sobre como utilizar determinado serviço público municipal”, explicou o parlamentar.

Bandeira lembra que os surdocegos enfrentam dificuldades complexas por não possuírem a visão e a audição, dependendo integralmente do atendimento presencial de um guia-intérprete devidamente treinado e especializado nesse tipo de auxílio em comunicação tão específica.

Fonte: Câmara de Vereadores de Piracicaba